Onde começou a jogar:
Momento inesquecível (no xadrez):
Xadrez no Brasil:
Um enxadrista:
Uma enxadrista:
Uma peça:
Um livro:
Uma fase do jogo:
Pretensão enxadrística:
Foto acima: GM Palermo e... Nakamura??? (rs)
CGP - Sim. Porque nesse momento todos da equipe (masculina) do Brasil são Grandes Mestres e tem 2600, a maioria, e não somente pela Itália mas é também perigoso para qualquer equipe do mundo.
WY - Agora, falando sobre o sr. : há alguma vitória marcante para você na sua carreira?
CGP - Obviamente a mais importante vitória foi contra Anatoly Karpov quando ainda era campeão do mundo (1982) e foi muito emocionante. Foi um momento histórico, difícil de assimilar, porque levei vários meses sem me dar conta que classe de jogador era. Esse momento foi vertiginoso, eu diria!
WY - E a vitória sobre o Fischer, em 1971? Foi marcante?
CGP - Sim. Eu era um adolescente e ele (Fischer) estava em um momento de glória e dois anos depois veio a ser campeão do mundo, com muita publicidade, mas era uma partida simultânea e que teve erro na abertura. Talvez por causa disso tenha sido a partida que Fischer tenha perdido em menos jogadas, em 15. Historicamente talvez tenha importância... mas para mim é a partida com Karpov e outra muito importante contra Short nas Olimpíadas de Manila, 1992. Ganhei de Short com as negras e ele era na época o desafiante de Garry Kasparov. Quando fui me preparar no computador e puxei partidas dele de brancas, todas davam: “Um, zero”, “Um, zero”. Que coisa! Minha preparação foi muito difícil. Sem contar a partida. Isso também foi para mim muito importante e muito pouco divulgado, se comentou muito pouco. Em compensação, a partida contra Karpov correu o mundo. Korchnoi me mandou 400 dólares de presente por vencer essa partida (risos!)!
WY - Para finalizar, pediria para falar sobre o que há de melhor no xadrez.
CGP - Sobre a partida, eu gosto mais dos finais do que das aberturas. Mas eu gosto muito também de ser um enxadrista, conheço muito gente interessante de outros países e se puder viver novamente, gostaria de ser enxadrista!
À direita, Luiz Adballa
Gustavo Pizzocaro