terça-feira, 2 de outubro de 2012
Sobre as últimas semanas II
O outro fato relevante foi o Grand Slam de xadrez, realizado essa última semana em São Paulo (a primeira etapa. A segunda será em Bilbao).
Nesse tema, algumas considerações:
1. Atuação impressionante de Fabiano Caruana (2773), vencendo inclusive Magnus Carlssen (2843), o número 1 do mundo, abrindo 4 pontos (se fosse um torneio convencional, seriam 1,5 ponto, ainda assim, espetacular).
2. O velho conhecido e campeão mundial, Viswanathan Anand parecia cansado, embora tenha saído invicto (empatou as 5 partidas). Como o critério de pontuação seguiu como no futebol (3 para vitória, 1 para empate e 0 para derrota), ficou bem para trás na classificação.
3. Esse critério de pontuação tem seu mérito comprovado sobretudo por forçar os participantes a buscar a vitória e não se contentar com modorrentos empates.
4. Uma pena não incluírem um brasileiro: Leitão ou Fier, por exemplo, poderiam representar o Brasil, como ocorre com o GM Vallejo Pons. Isso seria um incentivo a mais para o xadrez brasileiro.
Sobre as últimas semanas
Essa é a primeira postagem desde junho.
Nesse intervalo aconteceram alguns fatos muito significativos no xadrez.
O primeiro, as Olimpíadas de xadrez:
No absoluto, vitória da Armênia (bicampeã Olímpica!), com título decidido nos critérios de desempate contra a Rússia.
Já no feminino, triunfo da Rússia, também empatada em pontos e com melhor no desempate sobre a China.
Sobre as participações das equipes brasileiras, no absoluto, uma posição decepcionante frente a expectativa de uma equipe composta unicamente por GM's (a equipe brasileira 24ª pré classificada e terminou em 39º).
Rafael Leitão, com um xadrez consistente, foi o único ganhar rating, além de um rating performance melhor que o próprio rating e marcou 6 pontos.
Fier foi combativo como sempre, mas um pouco irregular, somando meio ponto a menos que Milos (5 pontos contra 5,5).
No feminino, embora não tenha sido uma atuação muito abaixo do esperado, também não foi surpreendente ou singular.
Vanessa Ebert Feliciano e Juliana Sayumi Terao fizeram 8 e 6.5 pontos respectivamente, com boas atuações.
Vanessa Gazola, Suzana Chang e Pamela Artemis tiveram atuações discretas.
Nesse intervalo aconteceram alguns fatos muito significativos no xadrez.
O primeiro, as Olimpíadas de xadrez:
No absoluto, vitória da Armênia (bicampeã Olímpica!), com título decidido nos critérios de desempate contra a Rússia.
Já no feminino, triunfo da Rússia, também empatada em pontos e com melhor no desempate sobre a China.
Sobre as participações das equipes brasileiras, no absoluto, uma posição decepcionante frente a expectativa de uma equipe composta unicamente por GM's (a equipe brasileira 24ª pré classificada e terminou em 39º).
Rafael Leitão, com um xadrez consistente, foi o único ganhar rating, além de um rating performance melhor que o próprio rating e marcou 6 pontos.
Fier foi combativo como sempre, mas um pouco irregular, somando meio ponto a menos que Milos (5 pontos contra 5,5).
No feminino, embora não tenha sido uma atuação muito abaixo do esperado, também não foi surpreendente ou singular.
Vanessa Ebert Feliciano e Juliana Sayumi Terao fizeram 8 e 6.5 pontos respectivamente, com boas atuações.
Vanessa Gazola, Suzana Chang e Pamela Artemis tiveram atuações discretas.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Blog Almeida Lopes
Agora pouco ví uma postagem no "Blog do Gomes", página sobre F-1, com a sugestão de blog: o "Blog Almeida Lopes".
O que teria em comum automobilismo, Almeida Lopes e xadrez?
A resposta é: surpresa!
O blog tem fotos dos anos 70 e décadas anteriores, um trabalho muito bom de Francisco de Almeida Lopes, com a construção da cidade de São Paulo, como era antes, cotidiano e personalidades.
Uma das fotos, nesse link https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjKRKt5MG26-AoYsQBAPl6LweVliVG6VZBsQ89G6kzwOTU1oK2otzDG686-utQLt3LtMcwtHj2M1sGZJxSxjrj2vn3UB7Ta3RyWnShDLkm7goJdA3_kTyR0GwIpVkAz64zwooQUIuBqYRE/s1600/mequinho.jpg, tem a resposta para a minha surpresa.
É Mequinho em um programa de televisão, entre os anos 60 e 70.
Pierre Levy, teórico da comunicação, escreveu nos anos 90, sobre a Internet, o tema do "hiperlink".
O que fiz agora, ao encontrar esse ótimo blog, demostra bem o "hiperlink": através de uma página de internet, pude conhecer outra por um link que ligava a esse blog.
O que teria em comum automobilismo, Almeida Lopes e xadrez?
A resposta é: surpresa!
O blog tem fotos dos anos 70 e décadas anteriores, um trabalho muito bom de Francisco de Almeida Lopes, com a construção da cidade de São Paulo, como era antes, cotidiano e personalidades.
Uma das fotos, nesse link https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjKRKt5MG26-AoYsQBAPl6LweVliVG6VZBsQ89G6kzwOTU1oK2otzDG686-utQLt3LtMcwtHj2M1sGZJxSxjrj2vn3UB7Ta3RyWnShDLkm7goJdA3_kTyR0GwIpVkAz64zwooQUIuBqYRE/s1600/mequinho.jpg, tem a resposta para a minha surpresa.
É Mequinho em um programa de televisão, entre os anos 60 e 70.
Pierre Levy, teórico da comunicação, escreveu nos anos 90, sobre a Internet, o tema do "hiperlink".
O que fiz agora, ao encontrar esse ótimo blog, demostra bem o "hiperlink": através de uma página de internet, pude conhecer outra por um link que ligava a esse blog.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Só para não passar em branco - Anand e Gelfand
Após 16 partidas (12 no "tempo normal" e mais 4 do "tie brake") e apenas 3 resultados diferentes de empate (2 vitórias para Anand e 1 para Gelfand), Anand continua como campeão mundial de xadrez.
Para a grande maioria dos enxadristas que acompanharam a disputa, foi um tanto decepcionante o rumo das partidas.
Primeiro, pelo grande número de empates (13, contando com as partidas do desempate).
Segundo, porque Anand é muito melhor jogador do que Gelfand - então, era esperado que houvesse mais vitórias do campeão.
O israelense, apesar da derrota, não só teve méritos ao chegar tão longe (inesperadamente!) como também foi um adversário acima das expectativas.
Anand confiou na sua habilidade com o fator tempo: o indiano já foi campeão do mundo de blitz (xadrez relâmpago) e mesmo nas partidas pensadas joga bem mais rápido que a média dos outros jogadores.
Isso pode explicar a forma conservadora a qual Anand manteve em grande parte do match, pois, em último caso (como aconteceu), jogar partidas em ritmo de xadrez rápido o favorecia.
Para a grande maioria dos enxadristas que acompanharam a disputa, foi um tanto decepcionante o rumo das partidas.
Primeiro, pelo grande número de empates (13, contando com as partidas do desempate).
Segundo, porque Anand é muito melhor jogador do que Gelfand - então, era esperado que houvesse mais vitórias do campeão.
O israelense, apesar da derrota, não só teve méritos ao chegar tão longe (inesperadamente!) como também foi um adversário acima das expectativas.
Anand confiou na sua habilidade com o fator tempo: o indiano já foi campeão do mundo de blitz (xadrez relâmpago) e mesmo nas partidas pensadas joga bem mais rápido que a média dos outros jogadores.
Isso pode explicar a forma conservadora a qual Anand manteve em grande parte do match, pois, em último caso (como aconteceu), jogar partidas em ritmo de xadrez rápido o favorecia.
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